sábado, 7 de julho de 2012

Felicidade e autonomia


   Ao analisar o que é ser feliz, fizemos um percurso na história da filosofia. Pudemos ver que a felicidade não se separa do processo de constituição da identidade de cada um de nós, do que queremos para nossa vida, da nossa “experiência de ser”. Essa busca, porém, não é solitária, mas realiza-se na intersubjetividade:depende das amizades, do amor, do erotismo e, nesse sentido, de como compreendemos nosso corpo, os sentimentos e nossa relação com os outros.
   A turbulência e a novidade das mudanças ocorridas a partir das últimas décadas do século XX, que modificaram de maneira drástica, os padrões de comportamento, explicam a perplexidade de muitos. Se alguns vêem com bons olhos as mudanças, há os que denunciam o braço invisível da alienação em condutas aparentemente autônomas. Nessa ótica, concluem não haver propriamente autonomia, porque os mecanismos de repressão encontram-se na própria sociedade e são exercidos como instrumentos de controle dos desejos, seja para estimulá-los, seja para reprimi-los. É preciso, portanto, prosseguir na busca da autêntica liberação.     


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